Conheça áreas que mais contratam freelancers no Brasil

Tradução, design e tecnologia têm atraído mais trabalhos.

A pandemia de Covid-19 fez aumentar uma categoria de profissionais que já vinha em expansão há alguns anos: os freelancers. Os 'freelas' são profissionais autônomos, sem vínculo empregatício com empresas, portanto, prestadores de serviço independentes. Segundo levantamento feito pela plataforma de freelancers Workana, em 2020 foram adicionados mais de um milhão de novos usuários. De acordo com o relatório anual da plataforma, houve aumento de 33,8% na quantidade de oportunidades disponibilizadas em 2020, comparado a 2019.

Conheça áreas que mais contratam freelancers no Brasil

Entre as vantagens de se tornar freelancer, estão gastar menos tempo e dinheiro no trânsito; liberdade para escolher o tipo de trabalho a ser feito; e mais controle do próprio tempo. O método requer disciplina, e, entre as desvantagens do modelo, estão: instabilidade financeira; necessidade de organizar bem os horários para evitar excessos e perdas de prazos; e encargos com a abertura de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), necessário ao trabalho freelancer.

Três categorias de freelancers foram as mais contratadas em 2020, segunda a Workana. Profissionais de tradução e conteúdos abocanharam 37,74% das oportunidades na plataforma. Serviços de design e multimídia foram os segundo mais procurados, representando 34,61% das contratações. Profissionais de tecnologia de informação (TI) e programação representaram 15,61% dos contratos, sendo os terceiro mais procurados.

Tradução é a área que está em franco crescimento, graças ao esgarçamento das fronteiras do mundo e à ajuda da tecnologia durante a pandemia de Covid-19. Para conquistar oportunidades no setor, não basta ser bom em algum idioma: o principal ponto é ser excelente no idioma nativo, esclarece a plataforma. Embora um diploma não seja necessário, muitas empresas optam por contatar profissionais com formação em Letras, por exemplo, para garantir também o domínio da Língua Portuguesa.

Design é o segundo setor que mais garante contratação: é o resultado da migração de muitas empresas para o ambiente digital, tornando necessária a criação de identidades visuais próprias para o ambiente on-line. Entre outras funções, o designer é responsável pela criação e produção de animações para o meio digital, logotipos, marcas e embalagens, diagramação de jornais e revistas, criação visual de sites, blogs e banners além de planejamento e desenvolvimento de anúncios, panfletos, cartazes e vinhetas para a TV. Trata-se de uma área bastante promissora para pessoas criativas, detalhistas, apaixonadas por tecnologia e com bom conhecimento técnico de produção artística, estética e diagramação.

E, embora o departamento de TI esteja bastante presente nas grandes empresas, a demanda por trabalhos freelancers na área de tecnologia tem crescido consideravelmente: eles são cada vez mais procurados por empresas de todos os portes para complementar o time principal. E inteligência artificial, realidade aumentada, realidade virtual e machine learning são campos promissores para esses profissionais.

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Sobre o autor: Jornalista profissional (DRT-MA nº 1.139), com ênfase em produção de conteúdo para Web, edição de fotos e vídeos e desenvolvimento de infográficos; com passagem pelas redações do Imirante.com e G1 no Maranhão; e vencedor, por dois anos (2014 e 2015), da etapa estadual do Prêmio Sebrae de Jornalismo, na categoria Webjornalismo. Saiba mais