‘Corrente’ pelo WhatsApp divulga falsas ofertas de emprego, alerta Kaspersky

Mensagem enviada por WhatsApp e descoberta pela Kaspersky leva usuários para site clandestino e ajuda a monetizar hackers.

Mais de 14 milhões de brasileiros terminaram 2020 desempregados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O cenário, que é de dificuldade para muitas famílias, tem sido usado por cibercriminosos para a obtenção de lucro em cima de falsas ofertas de emprego disseminadas pelas redes sociais.

‘Corrente’ pelo WhatsApp divulga falsas ofertas de emprego

Uma nova mensagem, descoberta por especialistas do Kaspersky Lab. e que está circulando pelo WhatsApp, anuncia que uma famosa fabricante de bebidas está com mais de 1,8 mil vagas abertas, com salários a partir de R$ 1,28 mil. Para participar do processo seletivo, o usuário é indicado a acessar um endereço de uma página falsa, com uma série de links agregados cujo objetivo é apenas produzir tráfego - e uma dor de cabeça para o internauta. Fabio Marenghi, analista sênior de segurança da Kaspersky no Brasil, explica que esse 'é um típico exemplo da relação do cibercrime com as fake news'.

Os hackers se aproveitam de fatos que geram ansiedade na população e tentam ganhar dinheiro em cima. Embora pareça uma ação 'inocente', pois este golpe não traz dano ou prejuízo ao internauta, esse tipo de esquema ajuda a monetizar o cibercrime e financiá-los para atividades maiores, e mais perigosas

Para dar uma suposta legitimidade, os hackers agregam à mensagem uma notícia que ratificaria a informação de que a tal fabricante estaria mesmo com processo seletivo aberto. A notícia, porém, é hospedada numa página falsa, WhatsApp da Zoeira. Nela, é replicado o texto de um anúncio feito pela empresa em agosto do ano passado, sem nenhuma relação com a corrente divulgada agora.

Os brasileiros precisam prestar muita atenção quando receberem esse tipo de oferta. Como são correntes, normalmente são enviadas por conhecidos, o que confere falsa legitimidade à informação

Ofertas de emprego, lembra o especialista, são também recorrentemente usadas para ataques de phishing.

Ano passado, denunciamos uma campanha que usava a mesma temática das ofertas de emprego para roubar dados de usuários. Não sabemos exatamente quantas pessoas já caíram nesse golpe, mas, pelo fluxo que temos acompanhado, a mensagem está rodando há algum tempo, então é sinal de que está dando certo para os criminosos

5 passos para não cair em golpes

O Kaspersky Lab. elenca 5 cuidados básicos para você se prevenir desses ataques:

  • Acesse diretamente o site da empresa mencionada e procure se a vaga (ou promoção) está anunciada na página oficial ou perfis em redes sociais. Grandes companhias possuem seções específicas para cadastro de currículos e candidatura de vagas, normalmente intituladas 'Trabalhe Conosco' ou 'Vagas';
  • Preferencialmente, cadastre o seu currículo apenas em sites de recrutamento certificados e que sigam protocolos de privacidade, ou nos próprios canais de comunicação das empresas contratantes;
  • Não forneça dados pessoais - como endereço, e-mail, telefone ou data de nascimento - em espaços públicos, como grupos abertos e redes sociais. Além de permitir que cibercriminosos utilizem essas informações para golpes, pode levar o usuário a correr o risco de ter a sua identidade roubada;
  • Caso deseje compartilhar o seu currículo em mídias digitais, aplique os filtros necessários para controlar quem pode acessá-lo. Inclua neste documento apenas dados pessoais básicos, e coloque como contato apenas e-mail e telefone profissionais, ou links para outros perfis em redes sociais. Assim, o candidato evita que os seus contatos particulares, endereço ou data de nascimento caiam em mãos erradas;
  • Tenha sempre instalada uma boa solução de segurança em seu dispositivo, que ofereça proteção contra phishing e evite que você acesse links maliciosos.

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Sobre o autor: Jornalista profissional (DRT-MA nº 1.139), com ênfase em produção de conteúdo para Web, edição de fotos e vídeos e desenvolvimento de infográficos; com passagem pelas redações do Imirante.com e G1 no Maranhão; e vencedor, por dois anos (2014 e 2015), da etapa estadual do Prêmio Sebrae de Jornalismo, na categoria Webjornalismo. Saiba mais

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