Síndrome de burnout e a pandemia

Não é uma doença, mas uma condição que impacta diretamente a saúde física e psíquica do indivíduo. Trata-se de um estresse crônico.


Este é um artigo de opinião escrito por um autor convidado; o texto não necessariamente reflete a opinião do Blog do Maurício Araya

Estamos vivendo um cenário novo, aprendendo a lidar com a pandemia de Covid-19, que nos impacta de forma direta ou indireta. Nas mídias sociais, nos deparamos com as novas estatísticas sobre a doença, novos casos, o impacto na economia e a perspectiva pela ciência.

Síndrome de burnout e a pandemia

Diante de tantos fatores, é preciso salientar a importância de olhar também para o ambiente corporativo. Muito é falado sobre os diversos profissionais que perderam o emprego em razão da situação atual, mas também é importante atentar àqueles que permaneceram empregados durante a crise.

Burnout é a síndrome da exaustão física e mental, e o transtorno está registrado no grupo 24 da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-11). O esgotamento profissional é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como um fenômeno global. Não é uma doença, mas uma condição que impacta diretamente a saúde física e psíquica do indivíduo. Trata-se de um estresse crônico.

Um dos principais fatores que influenciam o distúrbio é a carga de trabalho, razão pela qual o  profissional passa a produzir um alto nível de cortisol. Como uma das funções do cortisol é ajudar o organismo a controlar o estresse, a pessoa permanece em um estado de exaustão prolongada.

O burnout é silencioso, e suas consequências se refletem em dores emocionais que, por sua vez, são somatizadas em dores físicas, como a presença de dores musculares, dores de cabeça, irritabilidade, falta de apetite, insônia, alteração de humor, dificuldade de concentração e até mesmo perda de cabelos. 

As empresas estão investindo cada vez mais em qualidade de vida, e é necessário garantir que esses programas cheguem aos colaboradores e que todos tenham acesso de forma equitativa. A política de home office veio para ficar, mas é imprescindível que seja favorável a todos.

Quando falamos sobre burnout, consideramos os fatores psicossociais, o quão o indivíduo é impactado por seu trabalho e em quais áreas de sua vida esses impactos se refletem. Por isso, é importante que as organizações atentem à saúde mental dos funcionários, principalmente durante a pandemia. É preciso observar a situação dos funcionários que permaneceram desenvolvendo suas atividades laborais dentro e fora dos escritórios e dobraram sua carga horária para alcançar metas e manter a empregabilidade.

Se você está passando por uma carga emocional estressante, busque ajuda profissional, e não normalize a exaustão!

Artigo escrito por Dhayana Silva, analista de recursos humanos da Service IT.

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Sobre o autor: Jornalista profissional (DRT-MA nº 1.139), com ênfase em produção de conteúdo para Web, edição de fotos e vídeos e desenvolvimento de infográficos; com passagem pelas redações do Imirante.com e G1 no Maranhão; e vencedor, por dois anos (2014 e 2015), da etapa estadual do Prêmio Sebrae de Jornalismo, na categoria Webjornalismo. Saiba mais

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