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Ocupa CCVM Cinema recebe Mostra de Cinema Moventes

A partir da sexta-feira, 12 de fevereiro, Ocupa CCVM Cinema inicia exibição da Mostra de Cinema Moventes.

A partir desta sexta-feira (12), o Ocupa CCVM Cinema, programa promovido pelo Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), inicia a exibição da Mostra de Cinema Moventes. Com seis sessões on-line e seis conversas com realizadores, a mostra é uma extensão da Revista Moventes, publicação técnico-científica, independente e on-line, criada por egressos do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense (PPGCOM-UFF), com o objetivo de construir pontes entre crítica cinematográfica, academia, realizadores e público.

Ocupa CCVM Cinema recebe Mostra de Cinema Moventes

O corpo no cinema brasileiro contemporâneo é a temática dos curtas e longas-metragens selecionados, que abordam assuntos como sobrevivências, maternidade, violências e a relação com o espaço urbano, com curadoria de Isabel Veiga, Vitor Medeiros, Gabriela Giffoni e Flávia Cândida; e produção de Ana Sanz.

Na primeira sessão, ancestralidade e resistência indígena na tela:

  • Ka’a zar Ukyze Wà - Os Donos da Floresta em Perigo, de Flay Guajajara, Erisvan Guajajara e Edivan Guajajara (MA) - 2019 (14 min, Documentário): neste filme, os Guajajara da terra indígena Arariboia - uma das mais ameaçadas da Amazônia - alertam para a necessidade de proteger as florestas e seus parentes Awá-Guajá, um dos últimos povos caçadores do mundo, que dependem essencialmente da floresta;
  • O verbo se fez carne de Ziel Karapotó (PE) - 2018 (7 min, Experimental): neste filme experimental de Ziel Karapotó o diretor performa, de forma ritualística, o entendimento da língua como um recurso de exploração e violência. Com isto, esboça possibilidades de resposta para a pergunta: que traumas carregam culturas e corpos colonizados?;
  • Mulheres Espírito: as Yãmĩyhex - mulheres-espírito - visitam Aldeia Verde (MG), com periodicidade. Após meses de estadia, a hora de partir é acompanhada por um longo ritual, filmado por uma câmera que também brinca o festejo de despedida. Vencedor da Mostra Olhos Livres em Tiradentes, o filme é o resultado mais recente da trajetória dos cineastas Sueli e Isael Maxakali, em seu projeto de continuidade e compartilhamento da cultura indígena por meio do cinema.

Fotos: Divulgação

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