‘Pet influencers’: Brasil é 2º que mais consome conteúdo pet no mundo

Marcas de mais variados setores buscam por perfis dos chamados ‘pet influencers’, que chegam a faturar R$ 50 mil por publicação.

Você, certamente, já viu algum perfil de pet nas redes sociais. Agora, você sabia que esses bichinhos podem faturar mais de R$ 50 mil por um contrato? A febre dos chamados pet influencers colocou o Brasil no segundo lugar do ranking mundial de países que mais consomem esse tipo de conteúdo elaborado pela plataforma Decode.

O crescimento do mercado não somente impacta marcas e os próprios tutores desses pets, mas também dão um importante indicativo sobre a mudança no comportamento dos usuários das redes sociais: com a pandemia de covid, o número de adoções, por exemplo, teve um salto de 400%, segundo a União Internacional Protetora dos Animais, e esse cenário levou, também, a usuários das redes sociais a buscarem, na 'explosão de fofura' uma válvula de escape para o contexto.

‘Pet influencers’: Brasil é 2º que mais consome conteúdo pet no mundo

No Brasil, já existe até uma escola por assinatura para pet influencers, com mais de 400 assinantes em todo o país: a Academia da Matilha. Nela, os bichinhos ganham capacitação de tutores que querem profissionalizar o perfil de seus pets.

Apesar de o cenário ser promissor, para produzir renda e fidelizar seguidores é preciso levar o assunto a sério e criar conteúdo de qualidade, como alerta Fernanda Rabaglio, CEO da Academia da Matilha. "Vejo o mercado dividido em uma, ainda pequena, parcela de influenciadores que de fato entendem as regras do jogo e estão trabalhando muito bem, e vários outros que boiam num oceano azul, sem a real dimensão do poder que têm em mãos, se usarem de técnica e estratégias corretas", comenta.

Entre quem já entendeu a forma correta de precificar o trabalho do pet e quais as formas mais eficazes de sucesso nas redes sociais, o contexto é completamente diferente. "Existem pets que não publicam nada sem um pacote que trabalhe cifras a partir de R$ 50 mil, apenas para visibilidade, trabalhando awareness [tipo de campanha que promove visibilidade de uma marca, produto ou serviço], sem garantia de conversão em vendas", conclui Rabaglio. 

Com informações da Agência Contatto

Leia outros destaques do Blog do Maurício Araya. Gostou do conteúdo? Deixe seu comentário e enriqueça o debate. Siga o Blog do Maurício Araya no Facebook, no Twitter, no Pinterest, no Instagram, LinkedIn e YouTube.

Sobre o autor: Jornalista profissional (DRT-MA nº 1.139), com ênfase em produção de conteúdo para Web, edição de fotos e vídeos e desenvolvimento de infográficos; com passagem pelas redações do Imirante.com e G1 no Maranhão; e vencedor, por dois anos (2014 e 2015), da etapa estadual do Prêmio Sebrae de Jornalismo, na categoria Webjornalismo. Saiba mais