Cartões bancários: 5 formas como criminosos roubam seus dados

Phishing, malwares, web skimming... conheça formas mais comuns de golpes pela internet e veja dicas de como se prevenir de ações dos ciberbriminosos.

Seu Bolso

Seja na dark web ou por meio de algumas técnicas, os cibercriminosos obtêm dados de usuários e causam prejuízos bilionários em todo o mundo. Atualmente, estima-se que existam cerca de 24 bilhões de nomes de usuário e senhas obtidas ilegalmente circulando pela internet. Entre eles, dados de cartões bancários, comprados de forma massiva por golpistas para cometer crimes de fraude de identidade.

Aliás, uma pesquisa encomendada pela empresa especializada em cibersegurança NordVPN, realizada este ano, constatou que a dark web - com mais de 30 mil sites - já vendeu, ilegalmente, mais de 720 mil informações e dados de brasileiros, totalizando R$ 88 milhões: logins de contas bancárias e contas de criptomoedas estão entre os itens mais vendidos na rede.

Cartões bancários: 5 formas como criminosos roubam seus dados

A companhia de segurança da informação Eset elenca as cinco maneiras mais conhecidas de como os cibercriminosos roubam dados de cartões bancários.

  • Phishing/smishing: em uma das técnicas mais comuns usadas para roubar dados, o criminoso se apresenta como uma instituição legítima (banco, provedor de e-commerce ou empresa de tecnologia, por exemplo) para enganar usuários e levá-los a inserir seus dados pessoais ou a fazer o download de um malware. Por e-mail ou mensagens de texto (SMS), o conteúdo normalmente instiga a vítima a clicar em um link ou abrir um anexo, levando-a a uma página falsa, onde são solicitadas informações pessoais e financeiras;
  • Malware: são códigos maliciosos projetados para roubar informações, gravando o que a vítima digita em seu dispositivo, por exemplo. Eles podem ser instalados ao clicar em links contidos em e-mails de phishing ou SMS, sites infectados ou aplicativos falsos que parecem ser legítimos;
  • Web skimming: trata-se de um ataque em que o golpista injeta código malicioso em um site de pagamento do comércio eletrônico e extrai dados de um formulário que a vítima preencheu. Comprar em lojas legítimas e usar aplicativos de pagamento confiáveis podem evitar essa dor de cabeça;
  • Vazamentos de dados: nessa forma, os criminosos roubam os dados diretamente das empresas com as quais as vítimas fazem algum tipo de transação ou negócio;
  • Wi-Fi público: ao usar redes de internet sem fio públicas, você pode não ser seguro, já que os criminosos podem usar o acesso a uma rede para espiar seus dados de cartões bancários à medida que são inseridos.

Agora, dá para manter seus dados a salvo. Há maneiras de minimizar os riscos. Veja algumas dicas:

  • Esteja sempre em alerta: ao receber um e-mail inesperado ou não solicitado com conteúdo duvidoso, nunca responda, não clique em links ou abra os anexos;
  • Nunca dê detalhes do cartão por telefone: ainda que o contato pareça convincente, pergunte de onde eles estão ligando e depois ligue de volta para a instituição a fim de confirmar a informação;
  • Não use redes de Wi-Fi pública: se usar alguma rede compartilhada, não realize qualquer ação que envolva a inserção de dados do cartão, como em compras on-line, por exemplo. E, em uma rede privada, faça a transação somente em sites com HTTPS;
  • Nunca salve dados do cartão de crédito ou débito no navegador: isso reduz as chances de seus dados sejam obtidos pelos golpistas;
  • Use a autenticação em duas etapas: o método reduz as chances de acesso indevido às contas, mesmo que os dados tenham sido vazados;
  • Monitore a movimentação de contas bancárias e cartões: em caso de alguma transação suspeita, informe, imediatamente, seu banco.

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Sobre o autor: Jornalista profissional (DRT-MA nº 1.139), com ênfase em produção de conteúdo para Web, edição de fotos e vídeos e desenvolvimento de infográficos; com passagem pelas redações do Imirante.com e G1 no Maranhão; e vencedor, por dois anos (2014 e 2015), da etapa estadual do Prêmio Sebrae de Jornalismo, na categoria Webjornalismo. Saiba mais