Falha permite contornar tela de bloqueio de celulares com Android

Vulnerabilidade pode permitir que criminoso com acesso físico a dispositivo Android burle debloqueio de tela e obtenha acesso ao celular da vítima.

O Google corrigiu na atualização do Android deste mês uma vulnerabilidade que havia sido reportada em junho de 2022 pelo pesquisador David Schütz: ao realizar testes em seus smartphones Google Pixel 6 e Pixel 5, Schütz descobriu que era possível desbloquear um celular e contornar a tela de bloqueio.

A vulnerabilidade afeta os dispositivos que contam com as versões 10, 11 e 12 do Android sem as atualizações do sistema operacional que foram lançadas neste mês. A informação é da empresa de segurança da informação Eset.

Falha permite contornar tela de bloqueio de celulares com Android
Falha permite contornar tela de bloqueio de celulares com Android
Screen Post/Pexels

Segundo o pesquisador, a descoberta aconteceu por acaso: o equipamento ficou sem bateria e acabou sendo desligado. Depois do dispositivo ser carregado e ligado novamente, Schütz teve que digitar o código PIN de seu cartão SIM. Após três tentativas sem sucesso, o SIM foi boqueado e ele precisou entrar com a chave PUK. Após procurar a embalagem original do cartão SIM na qual estava a chave PUK e digitar o código, o sistema solicitou um novo código PIN. Depois de definir um novo código PIN e para surpresa do pesquisador, o celular não pediu para inserir o código PIN de desbloqueio, que é o que deveria ocorrer após um reinício do smartphone por razões de segurança. O dispositivo apenas solicitou a impressão digital.

Após perceber que algo estava errado, o pesquisador decidiu repetir o processo várias vezes. No entanto, em uma destas tentativas, Schütz esqueceu de reiniciar o dispositivo. E com o celular ligado e a tela bloqueada ativa, ele abriu a bandeja do cartão SIM e substituiu o SIM por outro e voltou a realizar o mesmo processo: ele inseriu um PIN incorreto três vezes, depois inseriu a chave PUK, criou um novo PIN e de repente algo inesperado aconteceu: a tela foi desbloqueada e, consequentemente, Schütz passou a ter acesso ao dispositivo.

O impacto da falha é muito grave, segundo o pesquisador: embora seja necessário contar com o acesso físico ao dispositivo, o fato de um criminoso precisar apenas de um cartão SIM e de um código PUK para desbloquear um dispositivo pode expor as informações de usuários que contem com o sistema Android desatualizado em seus smartphones, como usuários que têm seus celulares roubados ou que são alvos de casos de espionagem.

Até o lançamento da atualização de segurança de novembro, a falha ficou sem uma correção por, pelo menos, seis meses, mas a boa notícia é que não há registro de que a falha tenha sido explorada por cibercriminosos. Ainda assim, para se manterem seguros, usuários do Android devem atualizar o sistema operacional assim que o download das atualizações estiver disponível em seus celulares.

Com informações da Eset

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Sobre o autor: Jornalista profissional (DRT-MA nº 1.139), com ênfase em produção de conteúdo para Web, edição de fotos e vídeos e desenvolvimento de infográficos; com passagem pelas redações do Imirante.com e G1 no Maranhão; e vencedor, por dois anos (2014 e 2015), da etapa estadual do Prêmio Sebrae de Jornalismo, na categoria Webjornalismo. Saiba mais