Escolas municipais participam do programa Escolas Criativas

Abordagem criativa será implementada em todas as escolas públicas da capital maranhense, que passam ter figura de embaixador para disseminar prática.

O ano letivo de 2023 começou animado para os educadores da rede municipal de São Luís, no Maranhão: durante a jornada pedagógica, na última semana de janeiro, muito foi conversado sobre o programa Escolas Criativas, uma iniciativa da Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa (RBAC). A iniciativa apoia as Secretarias de Educação na transformação das escolas públicas em locais mais lúdicos, mão na massa, relevantes e inclusivos para todos os estudantes. Assim, crianças e adolescentes têm mais oportunidades para se expressar, se divertir e colaborar em projetos conectados com sua realidade, contribui para a formação de cidadãos aptos a lidar com as complexidades de um mundo em transformação. Desde novembro de 2021, as escolas municipais de São Luís fazem parte do programa.

"A aprendizagem criativa eleva a importância da criatividade na sala de aula, em conjunto com o protagonismo estudantil, como meio para dar margem à exploração em projetos pessoalmente relevantes. Quando integrados ao currículo, eles resultam em maior engajamento dos estudantes e na potencialização da aprendizagem", diz Verônica Gomes dos Santos, coordenadora da área de adoção sistêmica da RBAC.

Escolas municipais de São Luís participam do programa Escolas Criativas
Escolas municipais de São Luís participam do programa Escolas Criativas
RBAC

Juliana Rodrigues, da equipe de adoção sistêmica da RBAC, e Adriana Barros, articuladora da rede, estiveram presentes na jornada pedagógica da rede municipal para um dia de palestras e oficinas. No evento, cada uma das escolas da rede foi representada por um educador, indicado pela gestão escolar, que vai desempenhar o papel de embaixador de aprendizagem criativa na escola. Ele será o responsável por disseminar a abordagem da aprendizagem criativa, inspirar e apoiar os colegas docentes a incluírem essa perspectiva nas aulas.

"Os embaixadores são os semeadores da aprendizagem criativa nas escolas. A longo prazo, queremos que a aprendizagem criativa esteja disseminada no dia a dia de todas as salas de aula da rede e que a abordagem faça parte do currículo municipal", diz Sandreliza Mota, da comissão gestora e formadora do Programa Escolas Criativas. Em 2022, 10 escolas da capital maranhense já contavam com embaixadores.

Marília Barbosa de Abreu, professora de Inglês e de turmas dos anos iniciais do ensino fundamental na Unidade de Educação Básica Professor Ronald da Silva Carvalho, é uma das embaixadoras de aprendizagem criativa de São Luís. "Procuro conversar com os colegas mostrando o que eles mesmo já fazem e que tem a ver com a abordagem da aprendizagem criativa. Destaco também sempre olharmos para o que os alunos já sabem, o que gostam e o que desperta o interesse deles".

Outras redes de ensino municipais, como Curitiba, Branquinha (AL), Jaguariúna (SP), Ribeirão das Neves (MG), fazem parte do programa Escolas Criativas. Das redes estaduais, Rio Grande do Sul, São Paulo e Alagoas integram o projeto.

Criatividade para alunos com altas habilidades e superdotação

A abordagem da aprendizagem criativa também está presente nas práticas pedagógicas realizadas no Centro de Atendimento Educacional Especializado a Altas habilidades ou Superdotação. Identificados com esses perfis pelos professores, os alunos frequentam o Centro no contraturno e participam de atividades diversas, de acordo com seus gostos pessoais - dentre elas, de tecnologia criativa, usando programas como o Scratch, uma linguagem de programação criada em 2007 pelo Media Lab, do MIT.

Sandreliza, que também é coordenadora do centro, explica que o propósito do atendimento educacional especializado é justamente potencializar as habilidades dos alunos com altas habilidades ou superdotação respeitando seus interesses.

Com informações da RBAC/Maio Conteúdo

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Sobre o autor: Jornalista profissional (DRT-MA nº 1.139), com ênfase em produção de conteúdo para Web, edição de fotos e vídeos e desenvolvimento de infográficos; com passagem pelas redações do Imirante.com e G1 no Maranhão; e vencedor, por dois anos (2014 e 2015), da etapa estadual do Prêmio Sebrae de Jornalismo, na categoria Webjornalismo. Saiba mais