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Oficina inspirada no movimento ‘sulanca’ propõe novo olhar sobre confecções

Nascido no agreste de Pernambuco - onde surgiu o tipo de confecção -, Jorge Feitosa ministra oficina que ocorre de 7 a 11 de fevereiro, no CCVM.

Surgido em Pernambuco, na cidade de Santa Cruz do Capibaribe, entre as Décadas de 60 e 70, o termo sulanca é uma expressão popular que remete às confecções criadas no município. Hoje, nomeia mercados, feiras e confecções de baixo custo que movimentam a economia de alguns Estados do Nordeste. A sulanca denomina uma estética, uma forma de fazer e se relacionar, criando proposições e trocas a partir da cultura popular.

Inspirada por este movimento, a oficina Sulanca por nós, que será realizada de 7 a 11 de fevereiro, das 14h às 18h, no Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), propõe uma experiência de confecção inspirada pela vivência de cada participante com o universo têxtil. A partir das histórias costuradas, serão confeccionadas capas de almofadas com zíperes destacáveis, possibilitando uma peça modular, com inúmeras variações.

Oficina inspirada no movimento sulanca propõe novo olhar sobre confecções
Oficina inspirada no movimento sulanca propõe novo olhar sobre confecções
Marialu Bezerra (cortesia)

A oficina será ministrada pelo designer de moda e especialista em sulanca Jorge Feitosa, nascido no agreste de Pernambuco. Desde os seis anos de idade já construía suas brincadeiras na máquina de costura. Isso foi o ponto de partida de toda sua investigação sobre criação, materiais e processos, elementos fundamentais na materialização das histórias contadas por ele, que sempre ganharam tons míticos, regionais e folclóricos. Toda sua produção é feita com o pensamento e ação direcionados pela sustentabilidade no processo e nas relações, ressignificando o que foi descartado pela passagem da tendência e pelo consumismo.

As inscrições podem ser feitas presencialmente, no CCVM, no primeiro dia de aula. São 20 vagas. Os participantes que quiserem levar retalhos, sobras de tecidos, peças de roupas usadas que possam ser aproveitadas para criar as peças durante a oficina, podem ficar à vontade.

Com informações do CCVM

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Sobre o autor: Maurício Araya é jornalista profissional (DRT-MA nº 1.139), com ênfase em produção de conteúdo para Web, edição de fotos e vídeos e desenvolvimento de infográficos; com passagem pelas redações do Imirante.com e g1 no Maranhão; e vencedor, por dois anos (2014 e 2015), da etapa estadual do Prêmio Sebrae de Jornalismo, na categoria Webjornalismo. Saiba mais

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