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‘Quelly’: 5ª edição traz vivências negras LGBTQIPA+ no audiovisual

Temas como ancestralidade, cena ‘ballroom’ e religiosidade serão abordados nos filmes exibidos na Mostra Nacional de Cinema de Gênero e Sexualidade.

De 1º a 3 de junho, o Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM) apresentara quinta edição da Quelly: Mostra Nacional de Cinema de Gênero e Sexualidade, em parceria com a Kasarão Filmes. Em 2023, a curadoria de filmes traz como temática experiências de pessoas negras LGBTQIPA+. Além da seleção de filmes, duas oficinas serão realizadas.

Os filmes selecionados retratam temas como afrofuturismo, ancestralidade, cultura ballroom e ocupação de terras.

Quelly: quinta edição traz vivências negras LGBTQIPA+ no audiovisual; temas como ancestralidade, cena ballroom e religiosidade serão abordados nos filmes exibidos na Mostra Nacional de Cinema de Gênero e Sexualidade
Quelly: 5ª edição traz vivências negras LGBTQIPA+ no audiovisual; temas como ancestralidade, cena ballroom e religiosidade serão abordados nos filmes exibidos na Mostra Nacional de Cinema de Gênero e Sexualidade
Reprodução

"Com o fim da pandemia, o cinema independente e mainstream retornou com força e houve um notável aumento de obras que abordam urgências das vidas negras no audiovisual. Os filmes da quinta edição adotam o hibridismo estético como principal fator político e apresentam universos representados por desejos e sonhos, obras oníricas de ficção e documentário, com foco em obras nacionais inéditas no Maranhão", conta George Pedrosa, curador da Quelly.

Um dos filmes que será exibido é Comigo num se pode, longa-metragem piauiense da diretora Tássia Campos. A película acompanha 10 personagens que testemunharam o nascimento da cena queer em Teresina, no início dos Anos 80, passando da euforia da abertura política à epidemia da Aids, chegando na organização política de movimentos sociais pela defesa de direitos. O filme foi escolhido para encerrar a Quelly em 2023.

Oficinas sobre representação queer e erotismo no cinema

Duas oficinas serão realizadas durante a Quelly. Descolonizar o queer, com Roger Ghil, apresentará marcos cinematográficos que deslocaram narrativas e linguagens clássicas do cinema ao interseccionalizar raça e gênero, entendendo como o audiovisual negro inaugura uma política de falência de orgulhos identitários ao se autorreferenciar, rompendo com regimes de hipervisibilidade e tokenismo. Roger Ghil é bacharela em cinema e audiovisual e mestranda em comunicação e Territorialidades pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

A oficina Sexualidade e erotismo na performance cinematográfica, com Wand Albuquerque, será uma investigação conjunta que busca questionar e provocar a partir dos desejos e práticas de performers em filmes, com o interesse de transgredir as imposições sobre a sexualidade, transcendendo restrições construídas sobre o corpo, o prazer e as afetividades casuais. Wand Albuquerque é graduada em educação física licenciatura, pós-graduada em consciência corporal e mestra em comunicação.

As atividades ocorrem no CCVM, que fica localizado à avenida Henrique Leal, nº 149, no Centro Histórico de São Luís; a programação é gratuita.

Programação completa da Quelly: Mostra Nacional de Cinema de Gênero e Sexualidade

Quinta-feira, 1º de junho

  • 19h - Exibição de Escasso, com direção de Clara Anastácia e Gabriela Gaia Meirelles; Deus Não Deixa, de Marçal Vianna; Chakal, IVY; Plutão não é tão longe daqui, Augusto Borges; e Remendo, de Roger Ghil.

Sexta-feira, 2 de junho

  • 15h - Oficina Descolonizar o queer, com Roger Ghil;
  • 19h - Exibição de Ana Rúbia, com direção de Diego Baraldi e Íris Alves Lacerda; Elusão, de Taís Augusto; Promessa de um Amor Selvagem, Davi Mello; Tecendo Espaços, Mabu Ferreira; e Azul Piscina, de Pedro Fagim.

Sábado, 3 de junho

  • 15h - Oficina Sexualidade e Erotismo na Performance Cinematográfica, com Wand Albuquerque;
  • 19h - Exibição de Corparte, com direção de Motta; e Comigo Num se Pode, de Tássia Araújo.

CCVM

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Sobre o autor: Maurício Araya é jornalista profissional (DRT-MA nº 1.139), com ênfase em produção de conteúdo para Web, edição de fotos e vídeos e desenvolvimento de infográficos; com passagem pelas redações do Imirante.com e g1 no Maranhão; e vencedor, por dois anos (2014 e 2015), da etapa estadual do Prêmio Sebrae de Jornalismo, na categoria Webjornalismo. Saiba mais

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