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Projeto capacita gratuitamente, e emprega mulheres para mercado de TI

‘Girls in Cloud’, iniciativa da dataRain, principal parceira da AWS no Brasil, formou 200 inscritas, e 20 delas já têm empregos garantidos.

Após uma jornada de dois meses de aprendizado, colaboração e descoberta, mais de 200 mulheres concluíram, nessa semana, o programa Girls In Cloud, desenvolvido pela dataRain Consulting, uma das principais parceiras da Amazon Web Services (AWS) na América Latina.

A iniciativa, que recebeu mais de 3 mil candidaturas, capacitou mulheres para o mercado de TI, que ainda é predominantemente masculino, contribuindo com a equidade e inclusão de maneira efetiva. Isto porque, ao fim do programa, 10% das participantes já saem com empregos garantidos, sendo cinco delas contratadas pela dataRain e outras 15 selecionadas para o programa de trainee da WiPro, outra empresa parceira AWS.

Projeto capacita gratuitamente, e emprega mulheres para mercado de TI: Girls in Cloud, iniciativa da dataRain, principal parceira da AWS no Brasil, formou 200 inscritas, e 20 delas já têm empregos garantidos
Girls in Cloud formou 200 inscritas, e 20 delas já têm empregos garantidos
Ebru Yılmaz/Pexels

Como parte de seu compromisso contínuo com o sucesso profissional das alunas, o Girls In Cloud também garantirá acesso ao curso exclusivo para mulheres Como Conquistar um Emprego, em parceria com a WoMakers Code. Já por meio de uma aliança com a AWS e o Mulheres in Cloud, também será disponibilizado um link para que as alunas façam parte do banco de talentos da AWS que está em busca de mulheres para compor o time de tecnologia.

Nossa missão é fazer com que todas elas saiam suficientemente qualificadas para que possam concorrer a oportunidades no setor, que segue em franco crescimento, principalmente com as novas tecnologias

Rafaela Trapp, head de desenvolvimento de talentos da dataRain

Com presença média de 150 alunas por sessão, o curso trouxe uma série de temas cruciais, desde redes até virtualização, incluindo Linux, Windows e a complexidade da arquitetura de nuvem AWS. "O índice de participação massivo em aulas mostra o engajamento das alunas e o alto nível das capacitações apresentadas", completa.

Girls In Cloud

O Girls In Cloud foi lançado com a missão de aumentar a representatividade feminina em um setor majoritariamente masculino e se destacou como uma oportunidade transformadora. "Na dataRain temos a inclusão e a diversidade como um dos pilares principais, pois apostamos prioritariamente nas pessoas. Nosso mote é dataRain is about people (é sobre pessoas, em inglês)", destacou o CEO da empresa, Wagner Andrade.

Em contraste com as estatísticas que revelam que apenas 20% dos cargos em TI são ocupados por mulheres, com apenas 11% em posições de liderança, o programa se tornou um farol de esperança para a inclusão. A dataRain, em particular, desafia essa tendência com 30% de mulheres em sua equipe e 50% das posições de liderança ocupadas por elas.

Além de contribuir para minimizar o deficit de profissionais no mercado de TI - setor que irá demandar 797 mil talentos até 2025 no Brasil -, a iniciativa tem um importante papel social a cumprir. "O Girls In Cloud transcende a capacitação no mercado de TI. É uma oportunidade poderosa de empoderamento e transformação para as mulheres, oferecendo-lhes as ferramentas necessárias para superar obstáculos, desafiar estereótipos e alcançar seus objetivos mais ambiciosos, com independência financeira. Essa autonomia pode ter um impacto significativo na vida das mulheres, permitindo que elas se libertem de situações de violência doméstica e encontrem um caminho para uma vida mais segura e plena", complementa Andrade.

Apesar de já contar com um número de mulheres acima da média do setor, a consultoria busca ter um quadro ainda mais condizente com a média populacional. "Nossa meta é estar de acordo com a realidade do local onde estamos. No Estado de São Paulo, por exemplo, a proporção é de 51% de mulheres e 49% de homens. Buscamos reproduzir esse cenário dentro da companhia da melhor forma possível", finaliza.

O programa aberto para mulheres e pessoas que se identificam com o gênero feminino contou com um panorama diverso entre as alunas. A maioria das inscritas, 51,2%, tem entre 31 e 40 anos. Também se destaca a faixa etária entre 25 a 30 anos, com 38%, e de 41 a 50, com 20,5%.

As inscrições vieram de todas as partes do Brasil, porém a maioria é do Estado de São Paulo: 75,6%. O grau de instrução é variado e abarca pessoas desde o ensino médio completo ao doutorado. A maioria, 61,7%, tem graduação.

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Sobre o autor: Maurício Araya é jornalista profissional (DRT-MA nº 1.139), com ênfase em produção de conteúdo para Web, edição de fotos e vídeos e desenvolvimento de infográficos; com passagem pelas redações do Imirante.com e g1 no Maranhão; e vencedor, por dois anos (2014 e 2015), da etapa estadual do Prêmio Sebrae de Jornalismo, na categoria Webjornalismo. Saiba mais

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